
INTRODUÇÃO
No Brasil, milhares de garotos tentam a sorte todos os dias nas peneiras organizadas por clubes e empresários para selecionar jogadores. Trata-se de um mercado restrito: há 20 000 atletas profissionais de futebol no país. Metade ganha apenas um salário mínimo por mês.
Cerca de 600 conseguem jogar em um time da primeira divisão, a cada ano, enquanto 800 partem para a aventura no exterior (há brasileiros atuando em toda parte, da Venezuela a Brunei). O objetivo de praticamente todos, chegar à seleção, brilhar e enriquecer, é comparável ao de ganhar na loteria. Em 2003, 2004 e 2005, o técnico Carlos Alberto Parreira covocou 86 jogadores. Por fim, a aspiração máxima de todo atleta, disputar uma Copa do Mundo, que foi realizada em 2006 por apenas 28 brasileiros - os 23 da seleção brasileira e cinco que se naturalizaram e defenderam equipes de outros países.
Talento puro está longe de ser o único requisito para passar por tantos funis e tornar-se um desses 28 privilegiados.
"Futebol é o esporte coletivo mais individual que existe. A chance de você ter sucesso, por melhor jogador que seja, é muito pequena." diz o ex-meio campista da seleção brasileira, Juninho Pernambucano.
Em um entrevista a VEJA aos jogadores da seleção de Parreira, encontramos alguns pontos em comum na trajetória da maioria deles. Se não chega a ser a fórmula infalível do sucesso, é no mínimo uma lista de itens que pesam no futuro da carreira profissional de um atleta.




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