PERSISTIR
No início da carreira, é comum que dificuldades financeiras ou de adaptação façam muitos jovens desistir. A maioria dos jogadores da seleção vem de famílias humildes.
Em algum momento é preciso optar entre ajudar no orçamento doméstico trabalhando o dia todo ou persistir com o improvável sonho de se tornar um atleta bem pago, passando muito
tempo ainda praticamente sem ganhar nada enquanto se espera uma oportunidade. Quando já era um juvenil promissor, Gilberto Silva chegou a parar de jogar durante dois anos para trabalhar em uma fábrica de doces e apoiar financeiramente os pais. O zagueiro Edmílson, que hoje joga no Real Zaragoza, pensou em largar tudo quando era juvenil em Jaú, no interior paulista, porque o pai usava parte do dinheiro reservado para comprar leite no pagamento de suas passagens de ônibus. - Essas coisas me ajudam a valorizar o que eu tenho agora - diz o jogador.
Iniciante no São Paulo, Rogério Ceni acordava às 4 em meia da manhã para o treino, que começava as oito. Chegava a telefonar para os pais, que viviam em Mato Grosso, pedindo para voltar para casa.
- Eles diziam para eu tentar mais um pouco - ele lembra.
- Vi cinquenta goleiros desistirem por falta de qualidade ou perseverança. -
Quando se trata de tentar a carreira no exterior, as coisas são mais difíceis. Na Europa, por exemplo, o frio, as barreiras do idioma e as diferenças culturais desanimam muitos jogadores.
- Meus dedos doem quando tenho de jogar com quatro graus negativos. - diz o goleiro Gomes, do Tottenham Hotspur.
A solução ser apoiar-se na família ou em outros jogadores brasileiros.
- Meu começo na Alemanha foi bem difícil - rememora Emerson
- As pessoas falavam que eu não ia aguentar uma semana -.




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