CONTAR COM UM EMPURRÃO DA SORTE
A porta mais comum para o jovem que quer ser jogador e não tem padrinho é participar de uma peneira, nome dado aos teste de seleção feitos por clubes e empresários. Nessas peneiras, talento é fundamental, mas também é preciso uma pitada de sorte. O aspirante a craque tem poucos minutos para mostrar potencial e agradar aos avaliadores. É conhecida a
história de Cafu, que foi recusado em oito peneiras antes de ser enfim selecionado. Seu ex-companheiro de seleção Emerson teve mais sorte passou na primeira tentativa, uma peneira do Grêmio de Porto Alegre com 150 candidatos para onze vagas. Zé Roberto não passou em uma seleção com 150 meninos na Portuguesa, de São Paulo.- Minha mãe foi se queixar com o observador e ele me disse para voltar, - recorda o jogador.
- Voltei e passei. -
Quem tem sorte nessa primeira etapa e abre a porta da carreira ainda terá de contar com o acaso em outras oportunidades. Rogério Ceni era o terceiro goleiro do Sinop, de Mato Grosso. O primeiro machucou o joelho, o segundo quebrou o braço e Rogério, mais do que subitamente foi promovido a titular, defendeu um pênalti. O time foi campeão estadual. O atacante Fred, por seu lado, ganhou notoriedade quando ainda jogava no time júnor do América, de Belo Horizonte. Teve a sorte de fazer um gol com um chute do meio do campo casada com o fato de haver uma emissora de televisão que registrou a façanha raríssima e a retransmitiu para os telejornais noturnos de todo o país.
- Por causa desse gol me promoveram para o time profissional. - conta.




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